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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Cuidados que a sua empresa deve ter na hora de demitir

  

 7 cuidados que a empresa deve ter na hora de demitir



Uma das coisas mais difíceis na trajetória de qualquer empreendedor/gestor é garantir que as pessoas certas estão na sua empresa. Porém, tão difícil quanto isto, é a decisão de demitir alguém. Muitas vezes ter clareza nesses momentos é desafiador e fica a pergunta “como fazer”? Não vou falar aqui de aspectos legais, deixo isso para especialistas que entendem do assunto muito mais do que eu. Vou explorar o ponto de vista da gestão estratégica de talentos e do aspecto “pessoa”, que aprendi (e ainda aprendo) na minha trajetória na Endeavor.



1. Tenha certeza que está olhando para os aspectos certos. 
Entenda e busque clareza sobre o que está acontecendo: a questão é técnica (faltam competências técnicas), comportamental (dificuldade em trabalhar em equipe ou falta de proatividade, por exemplo), ou o colaborador não tem compatibilidade com os valores da sua organização?


2. Ainda tem tempo de corrigir a rota? 
É importante entender se ainda há a possibilidade de resgatar esse colaborador: está claro para ele onde está errando? Já recebeu feedback que permita que ele reverta a situação? Já vi muitos casos em que a pessoa não fazia nem ideia do problema e da sua gravidade, e uma conversa clara e transparente com seu gestor fez com que a sua percepção mudasse, provocando mudanças positivas.


3. Tenha cuidado com o timing.
Por outro lado, é importante que o empreendedor tenha muito cuidado com o timing: esperar demais pode ser tão nocivo para sua empresa quanto tomar a decisão sem pensar direito. Não postergue a conversa, por mais difícil que ela possa ser!
A permanência de alguém que não está de acordo com os valores da empresa, pode passar uma mensagem errada para o resto de seu time, fazendo com que eles pensem que comportamentos indesejáveis são aceitáveis. Ou seja, a forma como você demite é tão importante quanto como você contrata, e pode ter certeza que seu time presta atenção a esses detalhes!


4. Faça com cuidado e consideração. 
Um mentor me impactou muito uma vez, quando disse que a demissão é de certa forma uma rejeição, e que, por isso, um dos grandes papéis de um bom líder nesse momento é preservar a autoestima do outro. Faça a conversa pessoalmente, com muito respeito e transparência. Deixe claro se existe alguma forma de você e a empresa ajudarem-no nesse momento difícil, como fazer recomendações ou oferecer um processo de recolocação.
Ter um bom relacionamento com seu time ajuda: ser demitido nunca é fácil, mas a situação torna-se menos dolorosa se a notícia vem de alguém que você respeita e sabe que se importa com você. Por fim, não se esqueça de ter paciência e compaixão, algumas pessoas têm reações muito emocionais.


5. Seja claro.  
Deixe clara a situação e seus motivos - não faça rodeios, vá direto ao ponto e deixe o mais claro possível o que está se passando. Ser transparente é o mínimo que você pode fazer para a pessoa, e pode ter certeza que um feedback sincero vai ajudá-la a crescer.
Aqui você encontra algumas dicas sobre o que evitar em um momento de feedback. A verdade é que não existe uma receita de bolo para a conversa da demissão, é complicado dizer o quanto o assunto deve ser aprofundado, depende muito da reação de cada pessoa. Caso ela peça, traga evidências que podem ajudá-la a se desenvolver profissionalmente.


6. Aprenda com este processo.  
Olhe para a demissão como uma oportunidade de aprendizado que você e sua empresa ganharam: o que podem fazer de diferente com relação ao seu time? Onde é possível melhorar? Reflita sobre a passagem desse colaborador por sua empresa, é possível que você encontre importantes pontos de melhoria, seja para seu processo seletivo, gestão de resultados e acompanhamento do time.


7. Mantenha contato.  
Mantenha contato e boa relação com seus ex-colaboradores: além de networking ser um dos elementos mais importantes de uma carreira profissional saudável, lembre-se que eles podem ser tão importantes quanto seus colaboradores atuais para a reputação da sua empresa.
Tenho certeza que, olhando para os aspectos certos, tratando a todos com transparência e respeito e encarando a situação como uma oportunidade de melhoria, o momento pode se tornar uma oportunidade de crescimento e aprendizado para você, seus colaboradores e seu negócio.


Escrito por Clarisse Monteiro, especialista em empreendedorismo
Diretora de Gente e Gestão da Endeavor Brasil.
Fonte: Exame.com

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Os 10 inimigos que impedem que você enriqueça!



Estes 10 inimigos impedem que você enriqueça, sabia?



Mulher assustada com monstros
Fantasmas assustam mulher: Descontrole emocional pode te impedir de ganhar dinheiro


Alguns traços de personalidade são fantasmas que assombram a relação das pessoas com o dinheiro. A ansiedade, a arrogância e o pessimismo, por exemplo, podem impedir que você se torne rico.
psicologia pode ter mais mais proximidade com as finanças pessoais do que você imagina. A EXAME.com ouviu especialistas em finanças comportamentais e listou, a seguir, dez comportamentos que podem ser inimigos da riqueza.

1. O descontrole emocional
Sabe aquele velho papo do terapeuta de que é preciso manter seu eixo interno forte para não se abalar tanto com os acontecimentos externos? Ele também serve para ter uma relação saudável com o dinheiro. O descontrole emocional afasta as pessoas da riqueza.
Quem conhece bem a si mesmo e sabe do que precisa para ser feliz consegue controlar melhor suas finanças. Tanto que, nos Estados Unidos, disciplinas de psicologia já foram incluídas nos currículos de grandes institutos de planejamento financeiro, como o da Universidade do Kansas, e a terapia financeira se populariza por lá.
“As pessoas gostam de acreditar que têm muito mais autocontrole do que elas têm de verdade”, observa a pesquisadora Claudia Yoshinaga, coordenadora do Núcleo de Finanças Comportamentais da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Isso acontece porque, do ponto de vista psicológico, a disputa entre ter uma recompensa hoje ou ter mais no futuro é bastante desigual. “É muito mais prazeroso comprar hoje”, diz a pesquisadora.
Estabelecer regrinhas na vida pode ajudar a lembrar que é preciso andar na linha com o dinheiro. Uma delas pode ser anotar em aplicativos ou planilhas cada gasto que você faz. Para o seu emocional, eles funcionam melhor do que os apps que somam e categorizam os gastos automaticamente. Outra dica é colar um post it no cartão de crédito quando chegar perto do limite.

2. A ansiedade
Pessoas ansiosas podem enxergar no hábito de fazer compras uma válvula de escape para descarregar esse sentimento. Além de gastarem mais, tendem a investir mal o dinheiro. “A pressa faz as pessoas tomarem decisões financeiras ruins”, aponta o coach financeiro Ricardo Melo, autor do livro As Leis Invisíveis do Dinheiro.
Quando sentir aquela angústia de que é preciso comprar algo, pergunte a você mesmo: “eu realmente preciso disso?”. A resposta vai ser "sim", provavelmente. Então, você pergunta de novo: “como vai ser a minha vida daqui a uma semana se eu comprar isso agora?”. Igual, provavelmente. “É aí que você vê que aquilo não é tão importante assim”, ensina o coach.
Na hora de investir, os ansiosos tendem a ter uma visão de curto prazo e a querer retornos rápidos. Em aplicações financeiras, o tempo é um grande aliado. Quanto maiores os prazos para resgatar o dinheiro, melhores são os rendimentos.

3. A arrogância
Comprar algo para ser socialmente aceito em um grupo até parece coisa de adolescente, mas pode ser uma trava para um adulto enriquecer. Olha que contraditório: quanto mais as pessoas querem parecer ricas, mais elas se afastam da riqueza.
“Pessoas que são prisioneiras do status e querem parecer ter mais do que o bolso permite têm, no fundo, problemas de autoestima. Essa mania de grandeza só gera dívidas”, explica Melo. Além disso, quem tem o nariz empinado gera dificuldades para trabalhar em equipe, o que é essencial para líderes acumularem dinheiro.
Há ainda uma questão: saber ouvir. “A maioria das pessoas bem sucedidas é humilde, aberta a aprender com qualquer um. Se você acha que sabe tudo, se isola e perde a chance de fazer parcerias”, destaca a coach e escritora Paula Abreu, criadora do programa online Detox de Dinheiro.

4. A rigidez
Pessoas severas demais consigo mesmas, que seguem sempre o esperado e não se permitem experimentar, dificilmente serão ricas. Os milionários não são certinhos, e sim ousados. “O comportamento controlador não é ruim para as finanças, pelo contrário. Mas não pode haver um exagero”, alerta Claudia, da FGV.
A especialista em finanças comportamentais recomenda não abrir mão da vida social para economizar, já que o networking pode ajudar nos negócios. Ela também aconselha não ser pão-duro demais e, em consequência, deixar de ter experiências que podem ajudar a ganhar dinheiro no futuro.
Na vida profissional, a ousadia também é bem-vinda. “É melhor pedir perdão do que pedir permissão. Para acumular riqueza, é preciso ser ousado, não cumprir tabela”, orienta a coach Paula Abreu.


5. A procrastinação
Empurrar os planos com a barriga pode ser péssimo para o bolso. Isso inclui esperar demais para guardar dinheiro para a aposentadoria, demorar para começar a investir ou mesmo procrastinar a realização de um projeto.
“Nada do que deixamos para a última hora sai com qualidade, o que impacta diretamente no desempenho profissional e na vida financeira”, explica Claudia, da FGV.
Por trás da procrastinação, pode estar o medo de fracassar. A coach Paula Abreu aconselha fazer perguntas a si mesmo para gerar clarezas.
Uma delas pode ser se qustionar qual seria o pior cenário possível caso os planos dessem errado. “Não adianta esperar a motivação vir para agir. É quando você se coloca em movimento que ela acontece”, explica a coach.


6. O pessimismo
Pessoas pessimistas têm menos oportunidades para enriquecer na vida. Isso porque a motivação contagia os outros no mercado de trabalho. “Ninguém quer estar perto dos pessimistas. No meio profissional, os otimistas têm mais chance de serem chamados para novos projetos e de aprenderem novas habilidades”, explica Paula.
Diante de problemas, enquanto os pessimistas se colocam em uma posição confortável de que não há nada a fazer, os otimistas agem para transformar situações. Essa postura pró-ativa é comum entre os que acumulam muito dinheiro.

7. A indecisão
Não dá para pensar muito quando as oportunidades profissionais e as chances de negócio aparecem, se não você corre o risco de perdê-las. É por isso que os indecisos se afastam da riqueza.
O melhor remédio para a indecisão, segundo o coach Ricardo Melo, é fazer uma lista de prós e contras. “É uma dica básica que funciona. Quando você lista, obriga a si mesmo a racionalizar o que sente e consegue enxergar melhor a situação”, aconselha.

8. A vitimização
Assumir constantemente o papel de vítima na vida e só reclamar de tudo impede as pessoas de enriquecer. Quem sempre acha que o que acontece de ruim não tem nada a ver com a sua forma de agir não tem ambição e acaba acomodado.
“As pessoas que se fazem de vítima têm menos chances de evoluir na vida, tanto pessoal quanto profissionalmente. Quando colocam a responsabilidade de tudo nos outros, não usam seu poder de mudar”, explica a coach Paula Abreu. 
Para quem se enxerga assim, Paula ensina um truque: fazer um diário da gratidão. Toda noite, escreva pelo menos três eventos bons que aconteceram durante o dia. “Em vez de viver a energia negativa da reclamação, passe a viver a energia da produtividade”, aconselha.

9. A impaciência
Um adulto mimado tem menos chance de se tornar rico, porque não tem paciência para conquistar metas financeiras audaciosas. Tanto para ter um bom retorno de um investimento quanto para juntar dinheiro para comprar uma casa, por exemplo, é preciso ter persistência.
“Conheço muita gente que começa a guardar para comprar um carro, por exemplo, e no meio do caminho, desiste e compra uma bicicleta. Para acumular dinheiro, é preciso ter constância”, observa Paula.

10. A acomodação
É bem difícil juntar muito dinheiro sem ter um porquê. Os sonhos e a ambição servem como alavanca para atingir metas financeiras. Ricos sonham muito.
O medo por traz da acomodação também é um impeditivo para enriquecer. Muitas pessoas, por exemplo, preferem investir na poupança por medo de outras aplicações, mas por isso deixam de ganhar mais dinheiro. Não deixe que o medo tire sua vontade de ganhar. 

Por Júlia Lewgoy de Exame.com


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